"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel."
Isaías 7:14
Isaías 7:14
Judaísmo e teólogos modernistas:
Dizem que o substantivo hebraico para "virgem" usado nessa passagem é almah, e que o termo mais apropriado para tal palavra seria b'tulah.
Resposta:
Resposta:
Na verdade, o objetivo do judaísmo é dissociar este texto de Isaías 7:14 para tentar neutralizar a doutrina do nascimento virginal de Jesus.
A palavra b'tulah aparece 51 vezes no Antigo Testamento hebraico e é traduzida 44 vezes por parthénos na Septuaginta. A palavra b'tulah, porém, é aplicada à mulher casada(Jl 1:8), o que não ocorre com o substantivo almah, que aponta para a mulher solteira.
Com base em Joel 1:8, W. E. Vine diz que b'thlah, nos textos aramaicos tardios, refere-se a mulher casada. Isso, porém, segundo Vine, causa muita confusão:
"Não sabemos de fato o que o termo quer dizer. Faz alusão a uma mulher verdadeiramente virgem, a uma mulher despousada ou a uma mulher que já conheceu marido? À luz destas considerações, parece que a eleição da palavra almah foi deliberada, tornando-se o único termo hebraico disponível para indicar com clareza que a mulher a quem se refere não está casada."
O substantivo almah aparece nove vezes no Antigo Testamento hebraico (Gn 24:43; Êx 2:8; Sl 46, no título, pois al'moth é plural de almah; Sl 68:25; Pv 30:19; Ct 1:3; 6:8; Is 7:14). Em dois lugares, a Septuaginta traduziu almah por parthénos, que significa "virgem" (Gn 24:43; Is 7:14). A própria Rebeca, chamada de virgem (b'tulah), em Gênesis 24:43, em Gênesis 24:16 é chamada de almah, "a quem homem não havia conhecido".
A septuaginta foi traduzida antes do nascimento de Jesus(285 a.C., segundo Josefo e a carta de Aristéia). Há muitas controvérsias quanto a essa data. Mas, qualquer que seja a data, o certo é que foi antes do nascimento de Cristo. A tradução dos rabinos dava a entender que almah, em Isaías 7:14, tratava-se de uma virgem. Era justamente esse o significado da palavra em estudo naquela época. Assim, é muito suspeito que só depois do surgimento do cristianismo os judeus tenham procurado reavaliar a acepção do termo.
Com base em Joel 1:8, W. E. Vine diz que b'thlah, nos textos aramaicos tardios, refere-se a mulher casada. Isso, porém, segundo Vine, causa muita confusão:
"Não sabemos de fato o que o termo quer dizer. Faz alusão a uma mulher verdadeiramente virgem, a uma mulher despousada ou a uma mulher que já conheceu marido? À luz destas considerações, parece que a eleição da palavra almah foi deliberada, tornando-se o único termo hebraico disponível para indicar com clareza que a mulher a quem se refere não está casada."
O substantivo almah aparece nove vezes no Antigo Testamento hebraico (Gn 24:43; Êx 2:8; Sl 46, no título, pois al'moth é plural de almah; Sl 68:25; Pv 30:19; Ct 1:3; 6:8; Is 7:14). Em dois lugares, a Septuaginta traduziu almah por parthénos, que significa "virgem" (Gn 24:43; Is 7:14). A própria Rebeca, chamada de virgem (b'tulah), em Gênesis 24:43, em Gênesis 24:16 é chamada de almah, "a quem homem não havia conhecido".
A septuaginta foi traduzida antes do nascimento de Jesus(285 a.C., segundo Josefo e a carta de Aristéia). Há muitas controvérsias quanto a essa data. Mas, qualquer que seja a data, o certo é que foi antes do nascimento de Cristo. A tradução dos rabinos dava a entender que almah, em Isaías 7:14, tratava-se de uma virgem. Era justamente esse o significado da palavra em estudo naquela época. Assim, é muito suspeito que só depois do surgimento do cristianismo os judeus tenham procurado reavaliar a acepção do termo.
As versões gregas do Antigo Testamento, que vieram após o cristianismo, substituíram parthénos por neanís, que quer dizer "jovem". Uma das versões de Áquila, judeus e discípulo do rabino Akiva (morto em 132 a.D.). A outra, de teodócio, apóstata do cristianismo que voltou ao judaísmo (final do século 2º a.D.). E a terceira, de Símaco, ebionita (seita judaica que negava a divindade de Cristo), elaborada em 170 a.D.
De uma maneira nada ortodoxa, contrariando a nossa linha conservadora, o dr. Aage Bentzen admite que o termo parthénos veio dos próprios judeus: "Contra a igreja os judeus sustentavam que Isaías 7:14 não fala de uma virgem(pathérnos), mas de uma jovem (neanís)".
Os cristãos reconheciam, acertadamente, que a versão parthénos surgiu com os tradutores judeus. Até hoje, para irem contra o nascimento virginal de Jesus, os judeus em Israel usam almah para "senhorita". Há quem diga que o contexto do Antigo Testamento não fornece luz suficiente para o real significado de "virgem". Contudo, muitos eruditos afirmam o contrário. Gerard Van Groningen cita cinco autoridades no assunto com respeito a palavra ugarítica galmatu, encontrada nos documentos de Rãs Shamra. Uma dessas autoridades, H. Wolf, em sua obra, Interpreting and Glory of the Messiah, diz: "Nos três lugares em que ocorrem glmt, o equivalente exato de almah é usado em referência a uma jovem procurada para casamento" (p. 450). E apresenta a seguinte conclusão: "Um exame dos materiais disponíveis a estudiosos e peritos, como indicado acima, leva-nos à segura conclusão que, com base no uso do termo tanto em hebraico quanto em ugarítico, o vocábulo almah deve ser traduzido por 'virgem' "
A Septuaginta apóia plenamente esse pensamento, e o testemunho do Novo Testamento (Mt 1:23) fica com a palavra final. Isaías não só pretendeu como de fato disse "virgem".
De uma maneira nada ortodoxa, contrariando a nossa linha conservadora, o dr. Aage Bentzen admite que o termo parthénos veio dos próprios judeus: "Contra a igreja os judeus sustentavam que Isaías 7:14 não fala de uma virgem(pathérnos), mas de uma jovem (neanís)".
Os cristãos reconheciam, acertadamente, que a versão parthénos surgiu com os tradutores judeus. Até hoje, para irem contra o nascimento virginal de Jesus, os judeus em Israel usam almah para "senhorita". Há quem diga que o contexto do Antigo Testamento não fornece luz suficiente para o real significado de "virgem". Contudo, muitos eruditos afirmam o contrário. Gerard Van Groningen cita cinco autoridades no assunto com respeito a palavra ugarítica galmatu, encontrada nos documentos de Rãs Shamra. Uma dessas autoridades, H. Wolf, em sua obra, Interpreting and Glory of the Messiah, diz: "Nos três lugares em que ocorrem glmt, o equivalente exato de almah é usado em referência a uma jovem procurada para casamento" (p. 450). E apresenta a seguinte conclusão: "Um exame dos materiais disponíveis a estudiosos e peritos, como indicado acima, leva-nos à segura conclusão que, com base no uso do termo tanto em hebraico quanto em ugarítico, o vocábulo almah deve ser traduzido por 'virgem' "
A Septuaginta apóia plenamente esse pensamento, e o testemunho do Novo Testamento (Mt 1:23) fica com a palavra final. Isaías não só pretendeu como de fato disse "virgem".

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